Quanto tempo vale 6 horas?

Quanto tempo vale 6 Horas?

Então na terça-feira passada, no dia 25 de agosto, fui ao Rio de Janeiro buscar meu passaporte no consulado Sueco, liguei um dia antes para confirmar minha presença e na manhã de terça-feira, aterrisei no Santos Dumont às 10:25h.

Peguei um táxi e 10 minutos mais tarde já estava eu no consulado, na sala da “chefe de assuntos consulares”. Ela me pediu para conferir as informações no passaporte, pediu que eu assinasse um “recibo” dizendo que eu estava de posse dele e não quis me dar muito assunto não, inclusive foi o primeiro momento que não admirei o consulado, as respostas às minhas perguntas eram gerais e não acrescentavam muita coisa, como eu não estava muito disposta a passar por tal situação, agradeci e fui me embora.

Pois é, ainda não era meio dia e meu vôo só sairia às 16:58h, como eu estava no centro do Rio pensei em passear em shopping, caminhar pela cidade, essas coisas... entrei em uma loja Leader, fiquei encantada com a variedade de modelos de roupas e sapatos que não tem aqui nas lojas de BH.

Não queria gastar dinheiro... decidi passear mais pelas ruas, mas tive um insight: vou para o aeroporto trocar minha passagem... peguei outro táxi, cheguei ao Santos Dumont e surpresa: O vôo de 13:25h foi cancelado e o próximo era o meu mesmo de 16:58h: o que que eu vou ficar fazendo até 4horas da tarde?

Museu de arte contemporânea de Niterói... MAC, lindo demais, muito interessante...
http://www.macniteroi.com.br/

Mac Bistro
Pao de acucar e Corcovado
Dentro do MAC
Peguei outro táxi, dessa vez paguei os olhos da cara pra ir e 50% pra voltar... valeu cada centavo, almocei por lá também...

Tive uma descoberta ou um entendimento sobre mim mesma, naquele dia eu era sozinha, livre, autônoma, eu banquei tudo sobre isso, eu paguei minhas viagens, paguei as taxas consulares, passagens, táxis, bagagens, cartão de crédito, lanches, almoços, cafés, cigarros... Eu enxerguei naquele dia a metamorfose da coisa toda, lembrei de como eu era, e como eu sou agora: Dona do meu próprio nariz, dona dos meu desejos, eu dona de mim... Foi a despedida perfeita, eu me despedindo do que eu era, reconhecendo que agora sou de possibilidades e que banco essas possibilidades em todos os sentidos. – Uns desconfiam que foi efeito da BOhemia que eu bebi no almoço... rssss


Curtas:

Quando cheguei logo de manhã dei um encontrão com Cezar Cielo no saguão do aeroporto santos dumont – eu acho que ele tem plástica no nariz - passou quase desapercebido por todos, até por mim se não fosse o acidente do encontrão que demos um no outro ao virar uma esquina, ele e uma mulher (quase certeza que era a mãe), até poderia ter pedido uma foto, mas, so caiu a ficha depois...

Almoço no Bistrô Mac – momento de entender e se permitir
Vou ficar 3 meses pagando a conta rsssss

O taxista Elder, é jornalista, foi estagiário do correio fluminesne, é marido da Simone (que acabou de se formar em direito) e pai de dois filhos, mora no jardim Botânico e é muito inteligente – me levou à Niteroi.

Quando voltei para o aeroporto, assisti “O leitor” no meu computador... sensacional.

Embarque às 16:25h, coincidentemente 6h.

0 comentários:

Postar um comentário

Visitantes

Opcional

"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."

(Carlos Drummond de Andrade)