Permissao de residencia por vinculo familiar...


Permissão de residência por vinculo familiar – Suécia

No dia 07 de julho de 2009 recebi meu visto de residência por vinculo familiar para morar na Suécia, foi o desfecho para muita ansiedade. Mas lembro direitinho quando e como tudo começou:

Depois que voltei da minha primeira viagem para a Suécia em janeiro de 2009, o Hakan pediu para que eu entrasse com o pedido de p.r.v.f. no consulado da suécia – para que estrangeiros possam morar, trabalhar e estudar na suécia, é necessário que se tenha um visto de trabalho ou a p.r.v.f.

Então em janeiro eu liguei para o consulado da Suécia no Rio de Janeiro e pedi o agendamento da minha entrevista para a tal p.r.v.f., que foi agendada para Abril, exatamente no dia 9 de abril, véspera da semana santa.

Nessa entrevista era necessário que eu levasse uma série de documentos, originais e cópias entre outros detalhes.

Coincidiu que em abril o Hakan veio ao Brasil e fomos juntos à entrevista no consulado do Rio de Janeiro.

Na entrevista a “responsável por assuntos consulares” me fez várias perguntas: como nos conhecemos, há quanto tempo estávamos juntos, o que eu sei sobre ele, qual a profissão, onde trabalha, o que gosta de fazer pra se divertir, quem são os pais dele, onde moram, quem eu conheço das relações dele, onde ele mora, como é a casa, como nos relacionamos, quais são nossos planos para o futuro, qual minha profissão, onde eu trabalho, quem é a minha família, porque eu me divorciei entre outras perguntas bem pessoais... a decisão sobre o nosso pedido seria de 2 a 9 meses e sem previsão exata.

Nesse período o requerente não pode viajar para a Suécia sob risco de interrupção do processo já iniciado. Imagina a tortura de tanta expectativa.

Pois bem, exatamente 3 meses após a entrevista recebi a P.R.V.F. – Coincidentemente e contrariando as regras eu estava em Estocolmo quando a carta chegou na casa do Hakan.

Quando voltei ao Brasil enviei meu visto para a embaixada em Brasília e devo buscá-lo pessoalmente no consulado do Rio de Janeiro.

Se tudo correr como estou planejando, dia 28 de agosto eu desembarco em Estocolmo, pronta para viver o encontro com meu Amorzão.

Reciclar é bom para a natureza e para o bolso também...

Reciclar é bom pra natureza e para o bolso também...

Estava eu já um pouco tensa com aquele tanto de garrafa plástica, de vidro e latinhas vazias dentro do armário da cozinha do Amorzão.

Aí um dia de manhã quando íamos ao supermercado ele pegou uma sacola colocou todas as garrafas dentro e fomos ao supermercado. Claro que eu já perguntei na hora porque estávamos levando aquilo pro supermercado.

Foi o sistema mais impressionante de reciclagem que eu já vi na minha vida: existe uma maquina onde você insere as latas e garrafas e ela vai contando em forma de valor o preço de cada uma delas, pra cada tamanho um preço e para cada tipo também.

Ao final da operação sai um tíquete com um valor que você pode trocar no caixa por dinheiro.

Esse sistema só funciona para produtos multinacionais (coca-cola) por exemplo e para produtos fabricados na própria Suécia. Tínhamos algumas latinhas da Estonia, a maquina aceita as latinhas mas não contabiliza o valor.

O lixo orgânico é descartado em uma janela que tem na parede da escadaria do prédio, e cai numa caçamba que é recolhida diariamente.

O papel é descartado em caçambas que ficam do outro lado da rua.

Fato é: não deixo escapar mais nenhuma latinha.

Lavando roupa suja...

Tanque
sala de passar roupa - maquina de passar roupa igual maquina de macarrao lá trás à esquerda
quadro de agendamento
um panorama da lavanderia - à direita onde está a porta de madeira é a sala de espera
Lavando roupa suja...

Para quem pensa que as histórias e fatos que vivenciei na Suécia acabaram, não devia se contentar com tão pouco J.

Já na segunda semana da viagem (que durou exatamente 30 dias) eu não tinha muitas roupas limpas, e não foi por falta de bagagem, mas sim de escolha da bagagem certa.

Então perguntei para o Hakan se havia possibilidade da gente lavar roupa, e ele disse: “claro que sim, também quero lavar algumas peças, vou pegar a chave da lavanderia...”

Ele pegou a chave, colocamos tudo numa sacola e fomos nós para a lavanderia, na minha imaginação, a lavanderia seria um lugar onde teria uma máquina de lavar roupas que ficaria no prédio dele mesmo, mas, mais uma vez eu estava enganada.

Caminhamos uns 30 metros para um prédio que é exclusivamente uma lavanderia. Lá tem várias maquinas de lavar roupa, varias centrifugas, varias secadoras de roupa, várias mesas de passar roupa com os respectivos ferros elétricos, uma maquina que passa a roupa como se fosse uma maquina de macarrão, uma sala para você pendurar as roupas molhadas que não podem ir na secadora, um tanque para lavar roupas à mão, vários carrinhos para você levar as roupas de um lado para o outro, resumindo um verdadeiro arsenal de lavanderia.

Num local onde tantas pessoas tem acesso, é impressionante a limpeza e a conservação dos equipamentos, inclusive existe uma sala de espera com radio, revistas, livros e ate alguns jogos.

Na entrada existe um painel com datas e horários para cada pessoa agendar sua lavada de roupa, mas, você pode usar os intervalos, já que em caso de emergência não dá para ficar reservando...

É só você escolher a maquina que quer usar, escolher o programa, colocar sabão e voltar daqui a 40 minutos para a próxima etapa que é a centrifugação (existem centrifugas além da da própria maquina), e depois colocar na secadora, onde você seleciona tempo e temperatura. Todo o processo, desde colocar a roupa para lavar e ela sair sequinha pronta para usar gasta em torno de 70 minutos... Ameeeeeiiiiiii

Aí eu perguntei pro Hakan: “Amor, e quanto nós temos que pagar?: bela, desde que eu pague meus impostos: nada!”

Vai ser uma diversão lavar roupa na Suécia... hahahahahahah

Em terrinhas brasileiras

Em terrinhas brasileiras - Viagem de volta pra casa
27 de julho de 2009

Cheguei no aeroporto 8h, enfrentei bixas de novo, comprei vinho, whisky, embarquei e encontrei no avião o Leandro que estudou Historia na Newton Paiva, trabalhava no xérox e que tinha uma banda, pois é, a banda cresceu, eles tem vários projetos musicais e estavam tocando em Lisboa.

Sombagulho
www.somba.com.br

A viagem é cansativa porque é durante o dia, fiquei no corredor daquelas fileiras de 4 assentos, não consegui dormir, as “aeromonstras” da Tap são grossas, mas a comida tava divina...rsssss

Chegamos em Confins 15:45h, depois de desembarcar, fiquei 1:50h esperando minha bagagem na esteira: tem explicação uma coisa dessas? Foi o momento da viagem inteira que mais me tirou do serio, fiquei muito irritada, e ainda por cima, minha bagagem onde estavam meus chocolates e outro mimos foi extraviada, ou seja mais irritação ainda!

Depois dessa espera toda, os policiais me “escolheram” para revista de bagagem, o que foi uma merda, porque tive que abrir minha mala, tinha calcinha, sutien, biquíni, minhas coisas pessoais, e tinha “salame de älg” (proibido entrar com qualquer embutido de carne no Brasil porque não tem registro sanitário e essas coisas), resultado: meu salame de alg ficou no aeroporto, coberto por creolina.

Mas depois dessa aventura advinha quem foi me buscar no aeroporto? Papai e mamãe!!!!! Uhuuuuu

Carolina e Patrícia chegaram mais tarde, foi ótimo, e finalmente eu pude comer arroz, feijão, farofa e maionese... ;-)

Uma noite em Lisboa

Eu no restaurante Destino
Rua dos restaurantes na rua
Castelo de Sao Jorge lá no alto - use a boa vontade para enxergar rssss
Rossio
Rossio
Uma noite em Lisboa...
28 de julho de 2009 - domingo

Minha viagem de volta começou no dia 26 jul às 15:15h em Stockholm, aeroporto de Arlanda (o aeroporto tem o nome da cidade em que ele fica, é aproximadamente 40km de Stockholm).

Dali eu vooei para Lisboa, onde eu teria que passar a noite, já que o voo para Belo Horizonte só partiria na segunda-feira de manhã ás 9:45h.

“Aterrei” em Lisboa por volta de 18:10h(sol quente, muita gente na praia), toquei dinheiro (tinha dólares e queria Euro), enfrentei uma puta duma “bixa” pra pegar o táxi. Rssssssss

Cheguei ao Hotel que o Hakan reservou pra mim usando meus pontos do Eurocard, que é o Radisson Lisboa (SAS group), e quando eu cheguei no hotel fui surpreendida pela mensagem do Mr. Wigren, hahahahahah, (O Hakan já tinha ligado duas vezes para lá). Escolhi o quarto para “fumadores”: 604.
http://radisson-sas-lisbon.hotel-rez.com/Hotel_Radisson_SAS_Hotel_information_pt.html

Depois de instalada, resolvi dar uma volta à pé mesmo pela região, mas, confesso que fiquei um pouco com medo, já estava escurecendo, muitas pessoas pobres na rua e como eu não conheço a região e nem o que pode acontecer por la, voltei para o Hotel e pedi um táxi.

Pedi ao “chofer” que me levasse para dar uma volta no centro, nas principais atrações de Lisboa, o moço me levou por uma avenida larga, passamos por um túnel todo azulejado de azul –rssssss- me mostrou a praça do Marquês de Pombal, e a avenida principal que é a Av. Liberdade que desemboca no Rossio (baixa Lisboa).

Quando estávamos no Rossio, o “chofer” disse: “então, saltas a menina aqui?” , daí eu pensei comigo:”esse homem ta doido?, eu aqui toda disposta a pagar caro pra ver mais coisa e ele já quer me desovar?” rssss, então desci e paguei 6 euros pela corrida, até que ficou justo.

Tirei algumas fotos do Rossio, mas como já tava ficando escuro as fotos não saíram boas não, eu posto, mas a qualidade não ta boa.

Vi o Castelo de São Jorge, coisa linda adorei!

Segui por uma rua famosa por ter os restaurantes na rua, foi gosotoso caminhar pela viela com aqueles prédios antigos, vários turistas na rua.

Escolhi um restaurante e quando sentei à mesa é que me toquei do nome do Restaurante: Destino, comecei a rir sozinha... Pedi vinho tinto, água gasosa, melão com presunto defumado de entrada e o prato principal: bacalhau com natas.

Bebi minha garrafinha de vinho tinto, conversei com um casal alemão que se sentou á mesa do meu lado, conversei com o garçom que era brasileiro e fui assediada pelos vendedores ambulantes, o que incomodou um pouco.

Voltei para o Hotel, liguei pro amorzao, conversamos, assisti tv e dormi era quase 1h, coloquei o celular pra dispertar as 6:30h.

Diário de bordo - dia 6 Kaalö

Diário de bordo – dia 6 Kaalö
18 de julho de 2009

Ficamos horas navegando pelas ilhas colônias de focas, o máximo que vimos foi as cabecinhas ao longe respirando, nem deu pra tirar fotos... :-S

Mas, tivemos a oportunidade de ficar só nós dois numa pequena ilha, onde fizemos churrasco, tomamos vinho e ficamos observando os outros barcos que passavam...

Fomos para uma outra ilha para passar a noite, dia seguinte voltamos pra casa em Estocolmo.

Já era hora de voltar pra casa, comer hamburger, pizza, batata frita, visitar mais amigos e tudo mais.

A experiência foi muito boa.

Encontro com o sogrão Lars e a barbaridade do Kräftor

Encontro com o sogrão Lars e a barbaridade do Kräftor

Sexta-feira, dia 24 de julho, saímos por volta de 11:45h de Stockholm rumo a Svensboda, será meu primeiro encontro com o meu sogro Lars.

Depois de 1h e 20m de estrada (fenomenal paisagem) chegamos a Svensboda, onde moram o Lars e a Berit.

O Lars é uma pessoa sensacional, cheia de historias para contar, uma alegria e simpatia contagiantes, ele era membro da equipe de ciclismo da Suécia e participou de vários campeonatos, ganhou algumas medalhas, e exibe um preparo físico e saúde incomuns para quem tem 71 anos de idade.

A casa deles fica entre o mar e um lago maravilhoso, o lago é a 50 metros da casa deles, na casa tem dois jardins maravilhosos onde você pode encontrar todas as variedades de “berries”: strawberries, cranberries, blueberries entre outras frutinhas campestres.

Ah, lá você encontra também uma variedade de lesma espanhola que é uma praga, se reproduz velozmente e come todas as plantinhas e flores do jardim.

Fui recebida e tratada com rainha, inclusive ele disse que eu sou uma rainha, me tratou como tal e me rimos e tivemos uma cumplicidade muito interessante.

No jantar principal tivemos kraptors, queijos e aquavit: uma bebiba muito alcoólica e extremamente saborosa, adorei.

Dormimos na casa de hospedes que é um chalé encantador. Me senti em casa.

Lições de vela 4 - o que a experiência me ensinou

Lições de vela 4 – o que a experiência me ensinou...

Usar protetor solar 50, usar cabelo preso e ósculos escuros sempre, que usar o banheiro de um barco pequeno nem sempre é muito agradável, cozinhar é um caos, que eu nunca veria tanta beleza e sentiria tanta paz na minha vida, que as pernas quando você volta pra terra firme fica igual “mal de Elvis”: é chamado sealegg, que se o casal consegue velejar e manter o relacionamento depois disso nada mais interfere na relação, que o mar é pra todos: é democrático, mas, não dá oportunidade para imperícia e imprudência, saber nadar realmente é muito importante, que ser princesa e velejar não combina, musica é sempre bem vinda, meu computador e internet são imprescindíveis, o mar tem efeito sonífero, que o Hakan é um homem sensacional.

Diário de bordo - dia 5 Husaro

Eva, eu e Bosse
Eu e Arabela
Casa de verão deles
Husaro
Diário de bordo – dia 5 Husarö
17 de julho de 2009

Chegamos em Husaro por volta de 16h, céu limpo, calor, ilha super simpática.

Existe um pequeno comércio, algo como uma mercearia secos e molhados, e um sistema de balsas para transportar as pessoas para Estocolmo bem eficiente também.

Nessa ilha fica a casa de verão da Eva - viúva do tio do Hakan, que atualmente é namorada do Bosse, ela tem dois filhos (primos do Hakan), o Johnas e Joel (que não estavam lá) e a simpática Arabela.

Passamos a noite na ilha, tivemos um jantar muito bom e conversamos muito sobre o Brasil, sobre turismo (a Eva trabalha na maior companhia de turismo da Suécia), sobre idiomas, tempo, foi muito agradável.

A casa é linda, existem 3 construções, a casa principal, a casa de hospedes e o quartinho de ferramentas do Bosse.

A casa de hospedes foi a primeira casa deles, bem pequena, mas, muito aconchegante.

Me chamou muito a atenção o fato do Bosse ter construído quase tudo sozinho, ele é muito bom, e já não é tão jovem assim.

Eles estão de parabéns!!!

No dia seguinte, fomos para a as ilhas que são colônias de focas...

Lições de vela 3

Lições de vela 3

Tudo que se refere a velas está relacionado a cordas, roldanas, ângulos, vento, atenção e disciplina.

Para içar a vela principal(colocar ela pra funcionar) precisamos alinhar o barco de encontro ao vento, puxa-se uma corda/roldana que fica no centro do barco e ela sobe linda... quando as 4 fitas que tem na extremidade da vela estão tremulando na mesma direção quer dizer que a vela está usando todo seu potencial.

Genua – que é aquela vela maior que fica na frente do barco também usa um sistema de roldanas para ser içada, mas, ela não sobe e sim desenrola para a esquerda ou para a direita, ela está no seu funcionamento optimo quanto não tremula e fica completamente tensa.

Agora é ficar atento à direção do vento e ajustar as velas para ganhar velocidade...

A maior velocidade que pegamos nessa viagem foi de 7knotts, e que inclusive é a velocidade máxima para o veleiro do Hakan – modelo Scampi.

Para baixar a vela principal posicionamos novamente o barco de encontro ao vento.

Então, agora é isso: saber ancorar o barco, desancorar, içar velas, ler as cartas de navegação, ficar atento à profundidade da água, às balizas, aos outros barcos, não enjoar e aproveitar a viagem...

Ahhhh, lembrei uma coisa, como venta muuuuuuuuuuuuito, tem que usar as vezes roupas especiais pra proteger do vento, mas, tem que usar muito mais protetor solar, eu usei protetor no corpo inteiro, mas, principalmente no rosto, e estou com o rosto todo queimado, com a marca dos óculos, minhas mãos e meus pés que ficaram de fora também estão mais morenos que o resto do corpo...

Diário de bordo - dia 4 Norrpada

Churras
Norrpada
Mermaid - kkkkkkkkkkkkkk

Olha a situação desse veleiro
Ai titia... pergunta pro Jabule da minha encomenda....
Diário de bordo – dia 4 Norrpada
16 de julho de 2009

Chegamos a Norrpada por volta de 16h, uma ilha desabitada porém, muito bonita, tinha vários veleiros por lá, e foi o lugar mais diversificado que eu conheci até agora.

Conheci um gato velejador, que sai de barco com a família, vai para as ilhas e depois o “pai” dele assovia para ele e ele volta correndo.

O cachorro que gosta muito de usar colete salva vidas pra passear de barco.

Um veleiro chiquerrimo top de linha ancorado ao lado de um barco de madeira caindo aos pedaços.

Um casal gay.

Fizemos churrasco... todo mundo faz churrasco nas ilhas.

O que ficou muito claro pra mim é o sentido de comunidade e tolerância entre as diferenças que as pessoas tem.

Deixamos a ilha por volta de 13h. Nosso destino agora era Husarö.

Diario de bordo - dia 3 Ilha Johannesskär

Diário de bordo – dia 3 Ilha do Claes e Gabriella – Johannesskär
15 de julho de 2009

Saímos de Vaxholm por volta de 13h, o destino era a casa de verão do Claes e da Gabriella numa pequena ilha ao norte de Stockholm, chegamos lá por volta de 19h.

A ilha é pequena, tem três casas, a principal, o loft da mãe do Claes e a casa de hóspede.

A casa principal é ampla arejada, com boa iluminação natural, fica como se fosse na parte de trás da ilha, muito linda.

O casamento deles será dia 01 de agosto e infelizmente eu não estarei aqui para participar... O Hakan vai de barco e a Maria e o Goran vão com ele. Já recomendei fotos e todos os detalhes sobre o casamento...

Passamos a noite lá, foi um jantar muito agradável, onde aprendi sobre alguns costumes suecos, como as canções antes de virar a bebida... hahahahahahah

A mãe da Gabriella estava lá também e é um doce de pessoa.

No dia seguinte por volta de 11:30 partimos para Norrpada.

Lições de Vela - 2

velocidade máxima 8 knotts
saindo do continente verde à esquerda e vermelho à direito, na volta vice-versa
Não pode ancorar porque tem cabo de energia no mar
as balizas podem ser de vários tamanhos e formatos, às vezes são até faróis
checando a meteorologia para a noite e o dia seguinte
cartas de navegação do arquipelago de Stockholm, dividos por zonas
o de cima mede profundidade e temperatura da água, o de baixo à esquerda, velocidade e direção do vento, e o da direita é o GPS indicando direção, velocidade do barco etc...

Lições de Vela – 2

No lições de vela 1 eu me esqueci de um item importantíssimo antes de sair velejando feliz: o colete salva vidas, ele está para o barco, como o cinto de segurança está para o carro, com a diferença que cair na água é mais fácil que bater o carro.
Quando estamos velejando existem alguns instrumentos importantes para uma viagem segura: um mede a profundidade e temperatura da água, o outro a velocidade e a direção do vento, um terceiro mede a velocidade do barco, a direção a ser tomada e avisa sobre possíveis obstáculos.

Como não existe faixa de pista no mar, e como existem barcos de todos os tamanhos, com velocidades e propulsões diferentes, quem está de vela tem sempre a preferência numa rota, ele só perde a preferência para outros veleiros que estejam vindo da direita. Claro que perde a preferência quando algum transatlântico ou mega navio passa pela rota (não tem como medir força né?) – e quando navio grande passa perto, as ondas fazem o barco parecer de papel de tanto que balança.

Existem varias sinalizações no mar, como se fosse regras de trânsito, na verdade são regras de trânsito, existem balizas de cores diferentes indicando qual o melhor caminho(caso você não tenha um gps) – já que podem existem rochas no mar, existe limite de velocidade em certas áreas e restrições de ancoragem também.

É muito bacana sair pra velejar e ver o horizonte cheio de velas coloridas, uma coisa é certa: o mar é bastante hospitaleiro, todos tripulantes dos barcos (grandes ou pequenos, inclusive grandes navios) se saúdam quando cruzam no mar, isso é muito bacana, transmite uma sensação boa.

Diário de Bordo - dia 2 Vaxholm

marina de Vaxholm
chuveiros para os navegantes - com codigos nas portas
Vaxholm
Diário de bordo – dia 2

Rumamos para uma ilha chamada Vaxholm, é uma espécie de Búzios Sueca, é o point onde as pessoas de toda a Suécia vão para passear feriados, finais de semana e férias de verão é claro.

Existe um forte, que atualmente é um museu, muito bonito, servia para proteger a Suécia contra possíveis invasões dos Russos.

A ilha é linda, e lá existe todo um aparato pra receber os barcos dos turistas, existem chuveiros com códigos eletrônicos nas portas, eletricidade para você usar no barco, mangueiras para encher os reservatórios de água doce, excelentes restaurantes, excelentes lojas e só gente bonita vindo inclusive da Finlândia, Austrália e outros lugares.

Chegamos por volta de 18h e passamos a noite lá, abastecemos o motor e partimos por volta de 13h do dia seguinte.

http://www.vaxholm.se/Resource.phx/community/mainpage/mainpage.htx

Lições de mar e vela - 1

É assim que os barcos ficam estacionados
Esses aí são os fenders de um barco e de outro
As duas cordas na parte da frente
A grande boia na parte de trás - dessa vez colocamos duas cordas
Lições de mar e Vela – 1

Quando vamos velejar, não é só ligar o barco e sair da garagem... rssss (quem me dera se fosse).

Antes de sair com o barco temos que checar baterias, checar entradas e saidas de água, temos que completar o combustível, temos que completar o container de água doce, temos que checar todos os instrumentos. Se tudo estiver ok, e depois de consertar o que não está ok, é hora de ligar os motores (porque não dá pra sair velejando da marina, tem que usar o motor).

Para “startar” o motor, primeiro tem que ligar a bateria (virar uma borboleta no painel), checar se o motor está em ponto morto e depois virar a chave e apertar a ignição: motor ligado.

Depois de tudo isso feito, temos que manobrar o barco na marina, mas pra isso tenho que explicar como o barco fica “estacionado”: o barco fica “amarrado” triangularmente no deck (ponte). Existem duas cordas com amortecedores na frente do barco e uma outra corda que fica amarrada a uma bóia grande na parte de trás, o objetivo é que o barco fique estabilizado e parado, não balançando de um lado para o outro, uma vez que tem outros barcos “estacionados” bem ao lado paralelamente. (por isso existe os fenders).

Então, o segredo é o seguinte: você desamarra as duas cordas da frente e fica segurando, enquanto outra pessoa fica na parte de trás puxando a corda que esta amarrada na bóia, porque assim você mantém o barco estabilizado até ele sair da vaga.

Pronto, depois dessa confusão toda vai velejar feliz...

Diário de Bordo - dia 1

Acabamos de chegar em Napolen Viken
Os vendedores ambulantes

Diário de bordo – dia 1

Decidimos fazer compras pra nossa viagem de veleiro: comida rápida, pão, vinho, queijo, suprimentos para churrasco, muita água, dvds, chicletes, chocolates, bombons, cerveja, suco, sucrilhos, leite, cigarro...

Eu queria levar meu computador, mas, o mini modem do Hakan não era usb, era um “datacard” e meu computador não tem entrada para isso (inclusive eu nunca tinha visto isso na vida...hahahahah). Então compramos um mini modem usb pro meu computador...

Partimos por volta de 18h... na ida perdemos um “fender” (uma espécie de bóia de borracha que fica na lateral do barco para proteger de colisões, raspões e outros oes com outros barcos, pedras, marinas, etc...)

Não estava quente, estava nublado e ameaçando chover (comecei a ficar preocupada e desanimada) mas, depois de 1h da partida (estávamos só com o motor à 6 knotts, 1 knott = 1.8512km/h), chegamos a um lugar bem legal, onde já havia outros barcos, as pessoas vão pra lá com seus barcos para passear na ilha, jantar, ficar no barco, nadar, etc...




Achei muito legal porque existe uma versão de vendedores ambulantes, eles são registrados no governo e veem de barco vendendo conveniências: pão, queijo, cigarro, refrigerantes, não vendem bebidas alcõolicas, depois explico o porquê...

A ilha chama Napoleon Viken. Passamos a noite lá e partimos no dia seguinte por volta de 12h.

Uma voltinha que durou 6 dias

Uma voltinha que durou 6 dias

Então, tínhamos programado dar uma voltinha pelo arquipélago e essa voltinha acabou levando 6 dias...

Aprendi muita coisa, conheci vários lugares, muitas pessoas e até um gato que veleja..

Pros que me conhecem já adianto que não enjoei, fiquei um pouco “mareada”, mas tudo sob controle.

Não vou escrever tudo agora, por vários motivos: acabamos de chegar em casa, e tenho muito o que escrever sobre tudo que descobri e aprendi... prometo que não demorarei muito a postar minhas descobertas aqui...

Hotéis Scandic

Hotéis Scandic

Em todas as cidades que fomos, nós ficamos em Hotéis da rede Scandic. Eles teem um conceito bem interessante de hotelaria, não existe aquelas miniaturas de xampu e outras coisas no banheiro, existe sim um refil que fica anexado à parede e que você usa como se estivesse em casa mesmo, aquele vidrão, o sabonete de mão da pia a mesma coisa, e em todos os paises, era sempre sabonete e xampu Lux luxo, cheirosinho até...

Oferecem internet wireless grátis para os hospedes (ok, nada especial nisso) e o café ma manhã é muito bom, só em Tromsö que eu senti falta dos croissants.

Os quartos são bem modernos e confortáveis, os restaurantes impecáveis, o atendimento é requintado, e todos os colaboradores são muito jovens.

É você mesmo que carrega sua bagagem, e não existe quarto para fumantes.

Em Tromsö, nós ficamos na suíte, porque o quarto que eles inicilamnete nos ofereceram era de cara pro nada... perguntamos se havia um melhor e fomos parar na suite com vista pra os fiordes, muito legal, e sem nenhum custo adicional.

Mas, se for levar em conta o conjunto, conforto, localização, café da manha e mordomia, eu prefiro o Scandic Simonketta em Helsinki.

No quesito café da manha, foi ainda o Simonketta, e no quesito melhor quarto foi a suíte de Tromso.

Scandic Pallace em Tallin, ganhou no quesito charme.


http://www.scandichotels.com/

SAS - Favelation Airlines

Sas – favelation airlines

Nossa viagem se baseou em vôos pela SAS – Scandinavian Airlines (Star Aliance Group), mas, o que me chamou muito atenção foi dois fatos:

não é servido nenhum tipo de comida ou bebida aos passageiros, mas, você tem a opção de pagar lá na hora mesmo pelo seu lanche, café, água, suco, ou o que seja.
as aeromoças, podem ser consideradas aerosenhoras, todas com mais de 50 anos (estranho né?), uma delas tinha que apertar os olhos para enxergar os assentos mais ao fundo. (hahahahahah)

Foi por causa disso que o Hakan sacou do nada o slogan: Favela Airlines... hahahahaha

Mas, por outro lado, eles tem um plano de relacionamento muito legal, o Eurobônus, eu até já tenho o meu, e já to cheia de pontos... Dá pra fazer muita coisa com os pontos, já planejei minha viagem pra São Petesburgo (Rússia) rssssss.


http://www.sas.se/en

Polaria

Polaria

Sábado 12 jul. 09, depois de passear de catamarã pelos Fiordes, eu enchi a paciência do Hakan porque eu queria ir ao “Polaria”, é uma espécie de aquário museu sobre a vida marinha na Escandinávia.

Pois é, valeu cada das Kr95,00:- de entrada.

Vimos as idades glaciais no gelo, as auroras e como são formadas, os animais daqui, e principalmente minhas doces amigas “seals”.

A arquitetura do museu é fabulosa também...


http://www.polaria.no/


Pessoas importantes (amigos pra vida inteira)

Pessoas importantes (amigos pra vida inteira)

Recebi mensagens muito importantes de solidariedade, só posso agradecer a pessoas tão importantes pra mim o carinho. Obrigada de verdade!

Angústia, apreensão e impotência...

Angústia, apreensão e impotência...

Ontem dia 08 de julho de 2009 foi um dos dias mais angustiantes da minha vida... liguei para a minha família e recebi a notícia que meu pai está internado no cti.

Ontem pela manhã ele passou muito mal, ficou inconsciente e foi levado ao hospital, quase sem pulso. Precisou receber duas bolsas de sangue.

Hemorragia no duodeno... 3 dias de cti e pelo menos mais uma semana de hospital.

Não estou perto dele e não consigo aproveitar as férias e a viagem, a cidade que estou agora perdeu 50% do glamour.

Meu pai não sabe (ou não faz idéia) o quanto eu não saberia viver sem ele.

Está diagnosticado, medicado e bem assistido, está estável.

Quando voltar doarei sangue, será a segunda vez na minha vida. Mas de agora em diante, doarei a cada 4 meses.

Casamento Estonio


Sábado 04 de julho, 17h, estávamos em um restaurante (Fellini Bossa Nova) no pátio da cidade antiga, quando ouvimos alguns sininhos e aplausos, além dos galopes de um cavalo, tratava-se de um casamento.

Foi a cena mais emocionante que vi em Tallin.

Enquanto a noiva e o noivo, vestidos à caráter, desfilavam na carruagem pela praça, todos os presentes, turistas, amigos, parentes, lojistas, todos... batiam palma... arrepiei até a sombracelha.
Corri pra tirar fotos, como se quem estivesse casando fosse uma amiga muito querida, naquele momento partilhei da felicidade dos noivos, foi muito emocionante, durou apenas uns 5 minutos, mas, me renderam os olhos marejados...

Medievalidade das coisas

Medievalidade das coisas

Sabe quando a gente está estudando lá na sexta série sobre o feudalismo, era medieval e essa coisa toda, e por mais que a gente goste e fique curioso, a gente sempre se pergunta: mas, pra quê eu tô estudando isso?
Descobri aos 32 anos o porquê... No amadurecimento das minhas experiências, consigo entender hoje, que essa história, essa realidade pra gente (brasileiros em geral) é muito distante... O Brasil é um país muito jovem, que vem de um contexto de exploração pelo nosso querido Portugal, e não viveu aqueles momentos muito interessantes de idade média, feudos e coisa e tal. Então era natural, pelo menos pra mim, que a história fosse bem bacana, mas também muito distante.

Quando nós chegamos à Estônia de navio, de longe já avistamos uma cidade dividida em duas: Cidade antiga e cidade nova, pra ser sincera, nem fui na parte nova...

Já na cidade antiga (dividida em alta e baixa), eu fiquei completamente atordoada com tanta informação e tanta beleza ao mesmo tempo... só da janela do hotel dava pra contar 6 igrejas, cada uma mais exuberante que a outra, cada uma de época diferente, com propósitos diferentes...

A cidade antiga é contornada pelas ruínas (não tão ruínas assim) do que era a muralha da cidade medieval, com torres, portais (o portal de Viru ainda está lá), tudo é cercado por jardins, flores e clima medieval.

Hoje eu entendo, ainda bem que eu sabia o básico sobre a idade media e tudo mais, me deu vontade de me aprofundar no assunto, vou pesquisar mais sobre tudo.

A cidade é encantadora, teve o festival de musica e dança muito agradável e interessante, acho que sobre Tallin (capital da Estônia), as fotos vão dizer muito melhor que eu, o quanto o lugar é encantador...

Algumas coisas que aprendi na Finlândia...

Se vc não entende, vc nao tem responsabilidade sobre...
olha o descabelamento

seagulls almocando na mesa... literalmente...

Viagem além de momento pra relaxar e curtir é sinônimo de cultura e reflexão, pelo menos pra mim é, tem sido além de reencontro e descoberta, um surpreendente experimento...

Em Helsinki, aprendi muita coisa, eu soube que o país em mil seiscentos e quebradinho era parte do reino da suécia, que tudo lá vem escrito nas duas línguas, que além de finlandês e sueco todo mundo fala inglês, o que no meu caso resolveu muito a vida.

Percebi que se as pessoas não são felizes, elas pelo menos representam muito bem, que não importa se é verão e no dia anterior fez 28 graus, hoje pode chover e a temperatura cair pra 14 graus, sem aviso prévio.

Percebi que quem tem cabelo bonito, liso e loiro tem tendência à estragar o mesmo, fico me perguntando todo dia, porquê as mulheres (e os homens também) são tão descabelados? Sem contar a mania de pintar o cabelo de 3 cores e de cortar o cabelo sem nenhuma métrica ou estética compreensível ao demais. Enquanto as mulheres brasileiras matam por uma “progressiva”, nessa cidade, ninguém se importa com isso.

Os pássaros (seagles) são bichos muito bem educados, eles sempre almoçam na mesa, e em restaurantes caros, também são muito sociáveis, uma vez que não se importam de existirem seres humanos por perto, mais ainda, sempre têm as refeições em família, realmente animais de primeiro mundo... rsssss – A sorte deles é que são bonitinhos toda vida.

Ah, mais a mais importante descoberta tem a ver com o cigarro... se você não entende o que está escrito nos avisos que vem nos maços, quer dizer então que não te afetarão rsssss. ;-P

Estou aqui a pensar com os meus botões, isso ta parecendo aquelas redações de férias quando voltamos às aulas: “o que eu fiz nas férias e o que eu aprendi”...

Descoberto isso na Finlândia, hora de ir descobrir muito mais na Estônia...

Jantar no Saslik


Jantar Russo

Noite passada foi noite de jantar russo. Muitas pessoas (amigos do Hakan, e funcionários do hotel) recomendaram o restaurante Saslik
http://www.asrestaurants.com/saslik/index.asp?lang=en que é muito bem decorado, excelente serviço e a comida é perfeita.

O menu inclui uma variedade de pratos, peixes, aves, carne vermelha (desde de älg – alce – até urso), fiquei absurdada com carne de urso, obvio que eu não teria coragem de comer urso, pensa no ursinho Knut (que já é um ursão) não tive coragem nem vontade... apenas curiosidade.

Pois bem, pedimos carne de alce, tomamos vinho chileno Santa Carolina e a entrada que foi algo estranhésimo pra mim, mas, que o Hakan adora, não sei o nome verdadeiro da coisa, mas, se resume em picles com souce cream e MEL, pois é, nada combina com coisa nenhuma rssssss. Ele adorou, eu fiquei no consumé mesmo, um pão preto feito com mel maravilhoso, e um outro pão branco delicioso também...

Bebi uma vodka (eu não gosto de vodka) fabulosa, agora eu acho que gosto de vodka, inclusive era adocicada, o moço falou o nome, mas, eu não entendi nada e nem lembro agora, depois pergunto pro Amorzão...

Depois do jantar fomos caminhar pela Orla do mar... dia Insesquecível...



Você percebe que é brasileira quando...

mercado central - Helsinki
parquinho com brinquedos de pneu - Helsinki

Você percebe que é brasileira quando...

É a única a usar vestidinho com salto, é a única a atravessar a rua com o sinal de pedestre fechado e nenhum carro na rua, quando converte o Euro pra Real e fica horrorizada, quando espera na faixa de pedestre e a preferência é sua, todo mundo é muito mais branco e alto que você, tem sensação de liberdade e segurança ao andar na rua de dia ou a noite, seus parentes lhe encomendam revistas de decoração, todo mundo te pergunta sobre futebol, carnaval, samba e Rio de Janeiro, quando vê brinquedo feito de pneu e pensa: “uai, estamos no verão, isso não vai dar em dengue”?, quando procura o mercado central da cidade, quando percebe que ninguém dá “cantada” por ver alguém usando roupa curta, só escuta artistas de rua tocando ou cantando musica clássica e não ouve funk e pagode, fica doida pra comer feijão...


E fica em dúvida quando te perguntam de onde você é, você diz que é do Brasil e comentam: mas, você é muito “branca” pra ser do Brasil : S

Visitantes

Opcional

"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."

(Carlos Drummond de Andrade)